12 de set de 2008

zumbi dos palmares.

QUANDO TUDO ACONTECEU...

Em 1600: Negros fugidos ao trabalho escravo nos engenhos de açúcar de Pernambuco, fundam na serra da Barriga o quilombo de Palmares; a população não pára de aumentar, chegarão a ser 30 mil; para os escravos, Palmares é a Terra da Promissão. - Em 1630: Os holandeses invadem o Nordeste brasileiro. - Em 1644: Tal como antes falharam os portugueses, os holandeses falham a tentativa de aniquilar o quilombo de Palmares. - Em 1654: Os portugueses expulsam os holandeses do Nordeste brasileiro. - Em 1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares - Em 1662 (?): Criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados e dado ao padre António Melo; será baptizado com o nome de Francisco, irá ajudar à missa e estudar português e latim. - Em 1670: Zumbi foge, regressa a Palmares. - Em 1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar. - Em 1678: A Pedro de Almeida, Governador da capitania de Pernambuco, mais interessa a submissão do que a destruição de Palmares; ao chefe Ganga Zumba propõe a paz e a alforria para todos os quilombolas; Ganga Zumba aceita; Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos. - Em 1680: Zumbi impera em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas. - Em 1694: Apoiados pela artilharia, Domingos Jorge Velho e Vieira de Mello comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares; embora ferido, Zumbi consegue fugir. - Em 1695, 20 de Novembro: Denunciado por um antigo companheiro, Zumbi é localizado, preso e degolado.
Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver..

Zumbi, símbolo da resistência negra ...


Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.
Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.
Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.
O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.
Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.
Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.
“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.

5 de set de 2008

O QUILOMBO DE CARUKANGO



Poucas pessoas sabem, mas em Macaé existiu um Quilombo quase tão importante quanto ao Quilombo dos Palmares.

O QUILOMBO DE
CARUKANGO


Os quilombos eram, na própria definição dos senhores da época da escravidão, redutos de negros fugitivos, que se escondiam em áreas afastadas e de pouco acesso, e viviam de modo a subexistirem. No entanto, nos quilombos, também se aglomeravam negros alforriados e livres, além de indígenas, de modo que é mais correto dizer que constituiam espaços de resistência e afirmação de culturas marginalizadas pela sociedade escravista brasileira. Isto é confirmado com a constatação da existência até hoje das chamadas terras de preto, comunidades negras remanescentes de quilombos, espalhadas por todo o Brasil. Estas comunidades resistiram provavelmente por não oferecerem maiores ameaças ao poder do Império. O mesmo não aconteceu a tantos outros quilombos, que em função do ímpeto de seus líderes, saqueavam, matavam e estorquiam, seja por vingança ou pura resistência. Estes quilombos apresentavam ameaças aos interesses da sociedade colonial, pois cresciam em número, tamanho e força, sendo por isso combatidos até a sua dissolução.
O Negro Carukango
Nascido em Moçambique, Carukango se constituía líder político e religioso de sua tribo, e provavelmente se tornou prisioneiro em guerras inter-tribais ocorridas em seu país. Vendido para um traficante de escravos brasileiro, foi acondicionado em um tumbeiro que aportou na Ilha de Sant'Ana, em Macaé, no início do séc XIX. Macaé, através do Porto de Imbetiba, constituía um importante mercado negreiro da região, e foi lá que o fazendeiro Francisco Pinto da Freguesia de Nossa Senhora das Neves, localizada na área do atual Distrito de Córrego do Ouro, comprou o negro Carukango. Em virtude de seu passado de líder, Carukango nunca se conformou com sua condição de escravo, e trouxe muitos transtornos para o seu dono. Enquanto escravo, resistiu ao trabalho, mesmo sofrendo castigos e exerceu liderança sobre os outros escravos. Quando pode, fugiu e constituíu o seu quilombo.
O Quilombo
O Quilombo de Carukango era um desses agrupamentos que ameaçavam a ordem da Colônia. Situava-se na Serra Macaense, mais precisamente num platô localizado na Serra do Deitado, parte da atual Serra da Pedra Branca. Constituindo-se em uma das maiores comunidades quilombolas do Estado do Rio de Janeiro, o quilombo de Carukango desenvolvia diversas atividades agrícolas, além da caça e da pesca. Os quilombolas viviam sobre um único abrigo, em forma de barracão, e resistiram por quase duas décadas.Através de constantes ataques às fazendas da região, Carukango e seu grupo provocou constantes saques e fugas de escravos. Os atritos entre feitores e aquilombados cada vez mais aumentavam de intensidade, de maneira que, em certa ocasião, o grupo de Carukango atacou de maneira fatal o irmão de seu antigo dono e sua família. A partir daí, Francisco Pinto não deu trégua a Carukango, e com a ajuda do Coronel Antônio Coelho Antão de Vasconcellos, chefe do Distrito Militar da Capitania do Espirito Santo, aplicou sucessivos ataques e alcançou o quilombo. Na batalha que se sucedeu conseguiu dizimar o mesmo, matando seu líder.
As Versões da Batalha Final
A versão mais conhecida da dissolução do quilombo de Carukango conta que, ao atingir o platô onde se localizava o grande barracão em que se alojavam os quilombolas, o grupo invasor se deparou com centenas deles, de todas as idades e sexos, armados de foices, lanças e algumas armas de fogo, prontos para defenderem seu território. Diante da luta desproporcional que se iniciou, Carukango surge no meio de todos, paralisando o ataque. Usando um manto religioso e trazendo um crucifixo ao peito, ele aproxima-se dos milicianos dando a entender que iria se render, quando de repente, saca uma pistola de dois canos escondida em baixo do manto, e dispara contra o filho mais moço de Francisco Pinto, matando-o. Imediatamente Carukango é linchado pelas tropas de Francisco Pinto. Diante do líder morto, os quilombolas que não haviam sido atingidos no ataque atiraram-se dos penhascos, suicidando-se.É nesse ponto da história que surge uma nova versão, a partir de recentes descobertas por parte da equipe de historiadores da SEMAPH - Macaé. De acordo com o documento intitulado “LIVRO DE REGISTRO DE ÓBITOS DA FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES E SANTA RITTA/1808-1847”, na escrita do Vigário João Bernardo da Costa Resende, o ataque ao “Quilombo do pé do Rio Macabú” ocorre no dia 1 de Abril de 1831, uma Sexta-feira Santa. Diz ainda que o Capitão do Quilombo negocia sua rendição, dizendo aos soldados e ao comandante destes que se prometessem que não os matariam ele se entregava, assim como toda a sua gente. Se ao contrário, estes não estivessem dispostos a poupá-los, então ele queria morrer em defesa deles. O Comandante deu a sua palavra, e após todos se entregarem, um soldado por nome José Nunes do Barreto lhe disparou um tiro, e quando este tombou de joelhos, outro soldado lhe atirou por trás.Após os combates, todos os guerreiros ainda vivos foram degolados, e seus corpos foram atirados nos penhascos, juntos com os corpos dos mortos e feridos. Somente as mulheres foram poupadas e devolvidas aos seus donos. O grande barraco e todas as plantações foram queimados. Quanto a Carukango, para que o seu exemplo não fosse seguido, seu corpo retalhado foi exposto nas fazendas da região, e sua cabeça foi espetada numa lança e colocada na estrada de maior movimento até a sua completa decomposição.
Herói ou vilão?
O documento encontrado pelos historiadores requer maiores estudos. Entretanto, a sua descoberta tem uma importância enorme pois, além de reparar uma injustiça a respeito de Carukango, pode representar a única prova documental conhecida de um quilombo, já que os quilombos até então eram conhecidos no Brasil através de relatos orais ou por seus remanescentes. Porém, seja qual for a versão verdadeira, ela não tira a importância que o Quilombo de Carukango tem hoje no resgate da história afro-brasileira no contexto regional e nacional.

4 de set de 2008

Cotas para Negros: Justiça Social ou Segregação?

O Brasil é um país diverso. Certamente, o mais diverso e miscigenado do mundo. Se existe uma característica notória e constitutiva da nação Brasilis é a miscigenação. Diz-se: o Brasil é formado por negros, brancos e índios. Da mistura e da interação entre estas raças surgiram: o mulato, o cafuzo e o caboclo. É, pois, que o Brasil é uma nação que possui na diversidade a sua unidade. A unidade nacional é a síntese da miscigenação que constitui a própria nação. Desse modo, o Brasil não é nem branco, nem negro nem indígena. O Brasil tem por identidade a diferença. O que identifica o povo brasileiro é justamente a diferença. Diferença esta que não diferencia, mas, pelo contrário, identifica. A unidade nacional é a identidade a partir da diferença. Somos todos brancos, negros e índios e, ao mesmo passo, não somos nenhum deles — somos todos brasileiros! A história nos conta que nossa sociedade formou-se da interação das três raças. Entretanto, cada um no seu cada qual. O cada qual de cada um, não obstante, não foi resultante da arbitrariedade dos mesmos, mas, de um — o branco. O branco foi, é e há de continuar sendo o que é, se o Brasil continuar a ser o que é e sempre foi. A ordem é branca. O progresso é somente para os brancos. De há muito, branco já não mais diz uma tonalidade de cor, mas, a um modo de ser, agir e pensar. Esse modo de pensar, agir e ser refere-se à casta dominante de nosso país. Hoje, a ideologia impregnada por esta casta condicionou e possibilitou os negros e os índios embranquecerem. Se foi ou não por persuasão, ou mesmo, por iniciativa própria, é um debate que pode nos distanciar do real problema. É preciso, darmos importância ao presente — o que não quer dizer que devemos desconsiderar o passado e a história. Muito em contrapartida a isso, o que nos propomos é pensar o presente para fazermos viger o futuro. O futuro se constrói no presente. Só há o presente. Que este é resultante do passado não temos dúvida. Dúvida, também não temos de que o passado já não mais é, apesar de resguardar-se e manter-se retraído no presente. O nosso presente denota concretamente isto que acabamos de afirmar: as cotas para os negros no ensino superior é uma seqüela da história no presente. Por cota, podemos entender quantia ou parcela de um todo. Situando no aqui tratado, este todo se refere às vagas das universidades públicas. Hoje, leis e mais leis, obrigam que os negros tenham acesso ao ensino superior por meio de cotas específicas do número total de vagas onde apenas pessoas de cor concorrem entre si. Isto é bom? Podemos achar isto racismo? Tal atitude é uma forma invertida de segregação? Todo e qualquer negro está apto a passar num vestibular? Se meditarmos seriamente, chegaremos à uma infinidades de questões. Sensatamente, procuraremos nos prender num fio condutor: a realidade do negro. Vejamos: se o Brasil é um país desigual e a desigualdade mostra-se a partir das diferenças, e estas, por meio da realidade concreta de nossa sociedade, porque os negros estão recebendo esta “benção” de nossos legisladores e da própria sociedade? Por que a cota é um dentre outros atenuadores do racismo e do preconceito de nossa sociedade embranquecida. As cotas não vão resolver os problemas dos negros. As cotas não deixam de ser uma medida válida, mas também, não tratam da questão com a dignidade e seriedade devida. — É um primeiro passo! Mas o povo, os carentes, os negros não serão atendidos pelas cotas. As cotas são benefícios — não temos dúvida. Agora, será que todos são beneficiados? Meditemos: se, para fazer o vestibular é necessário ter no mínimo o nível médio e, para passar no mesmo, é necessário estar preparado para superar a avaliação e a concorrência, quantos negros carentes chegam a concluir o nível médio e destes, quantos têm condições de “passar” no vestibular? As cotas amenizam, mas não resolvem. A sociedade brasileira precisa de ações que realmente tenham consistência social. Um “punhado” de negros carentes nas universidades não mudará muita coisa. O negro precisa de dignidade. O negro não quer ser diferenciado. O negro quer andar com as próprias pernas. Quer conquistar a partir de seus próprios passos. O negro quer oportunidade, contudo, não por ser negro, por ser de cor. O negro, o pobre, o carente querem ser. Querem ser como todos devem ser: como cidadãos. A cidadania não é expressa por cotas. As cotas não dão aos negros o direito à cidadania; é um paliativo. O negro quer escola, quer professores, quer infra-estrutura, quer a qualidade como princípio de justiça social. O negro quer ser cidadão sendo negro. O negro não quer privar-se de si mesmo para ser cidadão duma sociedade onde poucos têm o direito de assim ser. Uma vez mais frisamos: a cota é um primeiro passo, mas não é uma atitude que denota o acesso à cidadania de forma indistinta e coletiva. A cota é um paliativo, mas a verdadeira cura é a cidadania, a justiça e a igualdade social.

FONTE: http://www.faced.ufba.br/rascunho_digital/textos/279.htm
Por: Fábio Soares Gomes

Postagem em Preto e Branco


Desemprego de negros nos EUA é o dobro do de brancos

WASHINGTON, 6 jan (AFP) - O desemprego, apesar de ter caído a 4,9% da população ativa em dezembro nos Estados Unidos, atinge mais os negros do que outras etnias no país, segundo as estatísticas publicadas nesta sexta-feira pelo ministério do Trabalho.Em dezembro, a taxa de desemprego entre a população ativa branca foi de 4,3%, contra 9,3% entre a população negra e 6% para a de origem latino-americana.Entre a população de origem asiática, o desemprego ficou em 3,8% em dezembro, segundo dados não corrigidos pelas variações sazonais, segundo o ministério.A taxa de desemprego entre os jovens da faixa etária de 16 a 19 chegou a 15,2% em dezembro, em queda em relação aos 17,1% de novembro, ressaltou o ministério. Mas, entre os adolescentes negros, esta taxa foi de 24,4% em dezembro, em forte queda na comparação com novembro (38,4%).A taxa de desemprego entre jovens brancos foi de 13,4% em dezembro. Já entre jovens de origem hispânica ficou em 17,3%. Não há dados sobre este indicador para adolescentes asiáticos.Na comparação entre homens e mulheres, a taxa de desemprego para as mulheres foi ligeiramente maior em dezembro, a 4,5%, contra 4,3% para os homens, incluindo toda população ativa.